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A rebelião que iniciou na manhã desta sexta-feira (14), na Penitenciária Sul, em Criciúma, chegou ao fim por volta das 14h30. Segundo informação da Polícia Militar, os detentos se renderam, entregaram as armas e liberaram os dois agentes prisionais.
A negociação foi feita pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pela Polícia Militar. Os agentes que foram feitos reféns estão recebendo atendimento médico e psicológico, segundo informou a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP). Outros dois agentes ficaram feridos ainda no início da rebelião, mas já receberam atendimento médico e foram liberados.
Um grupo de cerca de 10 presos da unidade se rebelaram por volta das 9h da manhã desta sexta e renderam dois agentes penitenciários e a psicóloga da unidade. A situação ocorreu na galeria H da penitenciária, que fica em uma área externa ao pavilhão principal. Os detentos estavam com uma arma calibre 12, que era de um dos agentes rendidos.
As causas que levaram os presos à rebelião ainda são desconhecidas. A unidade tem 690 vagas e atualmente cumprem pena no local 800 detentos. A juíza titular da Vara de Execuções Penais de Criciúma, Débora Zanini, explicou que a unidade é considerada de segurança máxima e tem esquema disciplinar muito rígido, o que faz com que muitos presos não se adaptem e se rebelem.
“A ocupação, não chega a extrapolar tanto a capacidade. Está dentro daqueles 35% de excedentes recomendados pelo CNJ. Está no limite do razoável essa lotação. E os presos ali têm todas as condições de alimentação, abrigo e materiais de higiene. Não sabemos do que exatamente eles estão reclamando”, afirmou.
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