Caçador- Santa Catarina - Portal CDR - contato@portalcdr.com.br
A startup Tegra já acumula premiações em Santa Catarina e Goiás, além da iniciativa nacional voltada à Indústria 4.0
Uma tecnologia nascida em Caçador/SC começa a ganhar projeção nacional com potencial para contribuir com o futuro da carne bovina brasileira. A Tegra, startup residente do Centro de Inovação Inova Contestado, alcançou um resultado expressivo com a aprovação do projeto “Tegra Sistema de Classificação Automática de Carcaças Bovinas” na chamada nacional Smart Factory – BNDES/2026. O projeto representa um avanço significativo na aplicação de soluções de Indústria 4.0 no estado e reforça a conexão entre indústria, tecnologia e desenvolvimento regional.

Aliança Estratégica
A aprovação na chamada é fruto de um trabalho de cooperação técnica entre os Institutos SENAI de Tecnologia e Inovação de SC e o Inova Contestado. Esta parceria une a expertise técnica do SENAI com a agilidade das startups locais, fortalecendo a competitividade da indústria por meio da validação de tecnologias em ambientes reais de produção.
Reynaldo Faria, Especialista de Mercado dos Institutos SENAI, destaca: “A conquista da Tegra destaca o papel estratégico do Inova Contestado no fortalecimento do ecossistema estadual e a atuação técnica conjunta dos Institutos SENAI na evolução da maturidade da solução e sua validação em ambiente real junto a micro, pequenas e médias indústrias”.
Trajetória Consolidada e Reconhecimento Nacional
Em fase de validação, a Tegra já demonstra um histórico consistente de conquistas. A startup acumula premiações em Santa Catarina e Goiás, além da iniciativa nacional voltada à Indústria 4.0. Recentemente, foi aprovada no Edital Campo Conectado (FAPESC), recebendo R$ 500 mil, e integrou o Programa Epicentro (Goiás), onde figurou entre as 10 principais startups de IA do país entre 405 inscritas, recebendo outros R$ 200 mil em fomento.
A aproximação com Goiás também abriu oportunidades para o início de uma operação da Tegra no estado, considerado um dos polos mais estratégicos da pecuária brasileira. As conversas ainda estão em desenvolvimento, mas representam um passo importante para ampliar a validação da tecnologia em diferentes realidades produtivas do país.

Com a nova aprovação na chamada Smart Factory BNDES/SENAI, que destinou R$ 800 mil ao projeto, a iniciativa reúne agora R$ 1,5 milhão em recursos destinados à pesquisa e aplicação prática. Este montante chancela a expertise da empresa na aplicação de Inteligência Artificial e Visão Computacional para resolver desafios complexos do agronegócio.
A Solução da Tegra
A proposta da Tegra é transformar dados de origem, abate e carcaça em informações digitais, organizadas e confiáveis, utilizando câmeras, integração de sistemas, visão computacional e inteligência artificial. O objetivo é apoiar frigoríficos, produtores e demais elos da cadeia em decisões ligadas à rastreabilidade, qualidade, padronização, eficiência operacional e geração de valor.
O projeto nasceu de desafios reais do dia a dia da indústria frigorífica e vem sendo validado no Frigorífico Rossi, onde a equipe captura dados em ambiente real de produção, conectando imagens, peso e características técnicas. A startup dialoga diretamente com grandes desafios da pecuária brasileira, como rastreabilidade, padronização da qualidade, transparência, eficiência industrial e valorização da carne nacional em mercados cada vez mais exigentes. Em um cenário no qual compradores, produtores, frigoríficos e órgãos reguladores demandam informações mais confiáveis, a capacidade de transformar cada carcaça em um registro digital pode se tornar uma nova base de competitividade para o setor.
"O objetivo é apoiar frigoríficos e produtores em decisões ligadas à rastreabilidade, qualidade e eficiência operacional. A visão da Tegra é contribuir para que o Brasil avance de uma cadeia baseada apenas em volume para uma cadeia capaz de comprovar qualidade, origem e valor com dados. Isso pode apoiar melhores decisões comerciais, reduzir perdas, aumentar confiança entre os elos e fortalecer a imagem da carne brasileira no mercado nacional e internacional” explica o founder da Tegra, André Henrique Dotta.
Diferencial Competitivo e Equipe Multidisciplinar
Um dos pilares da Tegra está na força de sua equipe multidisciplinar, que combina experiência em indústria frigorífica, engenharia e IA:
André Henrique Dotta: Idealizador e responsável pela visão estratégica e conexão operacional.
João Otávio Dourado Monteiro: Engenheiro mecânico, especialista em automação e visão computacional.
José Vitor Dourado Monteiro: Engenheiro mecânico com trajetória internacional, especialista em processamento de imagens e IA.
Eduardo Tombini: Especialista em inteligência de negócios e integração tecnológica industrial.
Essa combinação de competências permite que a Tegra avance em um ponto crítico para o futuro da carne brasileira: transformar uma cadeia historicamente baseada em avaliações visuais, registros fragmentados e decisões subjetivas em uma cadeia mais digital, mensurável, auditável e orientada por dados.
Com os avanços conquistados, a Tegra coloca Caçador no mapa nacional da inovação aplicada à carne bovina. O projeto mostra como uma solução desenvolvida a partir de uma necessidade local, testada dentro de uma indústria real e apoiada por uma equipe técnica qualificada, pode ganhar escala e contribuir para modernizar uma das cadeias produtivas mais importantes do Brasil.
O Papel do EGPI: Suporte na Captação de Fomentos
A submissão do projeto na chamada Smart Factory, contou com o apoio do Escritório de Gestão de Projetos de Inovação - EGPI do Inova Contestado que atuou como um braço consultivo, facilitando a conexão com os especialistas do SENAI, auxiliando na estruturação das propostas e garantindo o alinhamento aos rigorosos requisitos de captação de recursos financeiros. Este foi o projeto piloto do escritório e sua aprovação imediata valida a metodologia de cooperação implementada pelo Centro de Inovação.
A parceria firmada com o SENAI para este projeto estabelece um modelo para futuras colaborações, garantindo que as empresas e startups locais tenham o suporte técnico necessário para vencer editais de alta complexidade, como o do BNDES e SENAI, potencializando a inovação em toda a região.
Para Sabrina Mendes Southier, analista de projetos do EGPI, o sucesso deste projeto piloto valida a metodologia do Centro de Inovação: "A conquista da Montini é um marco que valida a maturidade das nossas startups e, acima de tudo, a força das alianças que estamos construindo. O sucesso deste projeto demonstra que, ao unirmos o potencial inovador de Caçador à excelência técnica dos Institutos SENAI, criamos um ambiente altamente competitivo para o cenário nacional. O papel do EGPI foi justamente facilitar esse caminho, atuando como elo estratégico que traduz o potencial tecnológico da nossa região nos requisitos exigidos por grandes fomentos como o do BNDES. Esta aprovação abre um precedente importante para os futuros projetos da nossa parceria com o SENAI, reafirmando nosso compromisso em ser a ponte que conecta o talento local às oportunidades reais de escala e impacto industrial" .
Sobre a Chamada Smart Factory - BNDES/2026
O edital tem como foco principal o desenvolvimento de tecnologias que aumentem a produtividade e a eficiência em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O diferencial desta chamada é a validação prática: as soluções serão testadas diretamente no "chão de fábrica", garantindo que a inovação saia do laboratório e gere resultados econômicos imediatos para o setor industrial. Este resultado coloca a tecnologia desenvolvida em Caçador no centro do debate sobre a modernização industrial do país.
Tecnologia caçadorense ganha projeção nacional com aprovação em edital
15/05/2026 - 09:32Procon de Caçador não atende nesta sexta-feira
14/05/2026 - 11:34Rede de proteção fortalece combate à violência sexual de crianças e adolescentes
13/05/2026 - 10:51Painel “Vozes que conectam” acontece nesta quinta-feira
12/05/2026 - 10:28