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Deputado estadual Bruno Souza garante que levará a pauta para discussão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina
O movimento civil e político “O Sul é o meu país” fundado em 1992 que defende a emancipação separatista dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em relação ao Brasil voltou ao centro do debate após a reeleição do presidente Lula do PT. Com suas populações claramente voltadas para a direita conservadora, os três estados da região sul do Brasil demonstraram nas recentes eleições que seguem numa direção contrária da maioria dos estados brasileiros.
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Para se ter uma ideia, nos três estados do Sul os governadores foram eleitos já no primeiro turno, todos do PL (Partido Liberal). Além disso, os seis senadores eleitos também são de direita, sendo quatro do PL e dois do Partido Novo, que também é de direita.
Por que da separação do Sul do Brasil
Dentre os principais argumentos utilizados pelos integrantes do movimento “O Sul é o meu país” destaca-se a ideia de que há uma retenção de impostos desproporcionada em Brasília e que estes tributos não retornam de forma justa na distribuição feita pelo governo do Brasil.
Além disso, o movimento alega que a região possui diferenças culturais, históricas e econômicas próprias tendo autossustentabilidade e capacidade para gerir seu próprio desenvolvimento.
O movimento ainda sustenta que a região possui um PIB forte, grande polo agropecuário (líder na produção de suínos e aves, além de forte presença de grãos), ampla rede portuária e infraestrutura para se sustentar de forma autônoma como um novo país.
Pauta de campanha
Durante sua campanha eleitoral, o deputado estadual Bruno Souza (PL-SC) propôs apresentar na Assembleia Legislativa (ALESC) um pedido de plebiscito para que a população seja ouvida quanto a sua concordância ou não com a separação do Sul do Brasil.

Nesta semana, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que deu um novo mandato ao presidente Lula (PT) o deputado reafirmou em suas redes sociais que levará a pauta para discussão e espera obter apoio dos demais deputados.
O que diz a constituição
A Constituição Federal de 1988 estabelece a República Federativa do Brasil como uma união indissolúvel de estados e municípios, tornando a secessão formal proibida pelo ordenamento jurídico vigente.
Conforme matéria publicada recentemente no site Uol, o advogado especialista em direito constitucional, Guilherme Augusto Mota destaca que “a Constituição brasileira não reconhece aos estados o direito de se retirar da federação”.
Para ele “Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm autonomia política, administrativa e financeira, mas não têm soberania para decidir se continuam ou não integrando o Brasil”.
Ele acrescenta que essa autonomia permite que os estados se governem dentro da Constituição, mas não permite que rompam com ela.
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